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Borboleta Incolor


Crisálida vertigem
Lamúrias do ventre
O que não me pertence
remói as vísceras do meu íntimo
Machuca a face dos pensamentos,
contorce as neuras dos sentimentos

Ohh, dor
Ahh, mutação
Revelas sempre o melhor de mim
quando o que não me serve, podre está
Dor fatal de quem socorre
Descobre as partes do qual preciso
Antes não, e tão somente
Agora meu leito assiste
e cobre meu zelo
E de encontro às minhas asas
todo o meu apelo deseja voar,
agora em borboleta
Para não mais repousar.


(Improviso de uma dor acidental. Pós atropelamento - Giselle Lobato - 26.11.09)
OBS.: esta pintura acima, tbm é de minha autoria.

Comentários

Anônimo disse…
que lindo giiii! suas poesias são sempre um remédio p meu tédio.
Twinner hehehe
BC.

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