Pular para o conteúdo principal

Cabaça


A cabaça é ventre
Entre em minha casa, 
Seja feliz nela
É lar onde a paixão mora

Mas limpe os teus pés
Lave tuas mãos
Cubra os teus aperreios de amor
Permita que eu te fale sobre ardor

Me faça esplendor, 
Esqueça regras descabidas
Que é na minha barriga
Que se faz a vida

Breve, longa, 
Sábia, incompreendida
Vívida vinda e ida, 
A nossa, por nós, ressurgida

A arte desmedida do ensinar
O amor incontestável do esperar
A força retumbante por resguardar
É bruta pedra, semente flor na natureza

Sou carinho no teu peito
Candura e sorriso, esquerdo ou direito
Ser dia após dia, vibração do Universo
É ritmo do laço invisível pro altar

Do querer, 
Do prazer, 
Do sentir,
E o existir do ser
Mulher...
Amar e amor 
Ela é

(RJ: 08/03/2018)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bela Flor

"De quantas cores é preciso pra uma flor ser tão bonita!? Todo dia ela se pinta na esperança de alguém ver De quantas cores é preciso pra uma flor ser tão bonita!? Todo dia ela se pinta na esperança de alguém ver Outro dia um passarinho bem de longe lhe avistou Foi voando bem baixinho e ao chegar se apaixonou Mas como pode um passarinho por uma flor se apaixonar Por mais bela que ela seja, o seu destino é voar Ahhhh, ah aaaahhh lalarêrêrêeee Pobre flor, que hoje sozinha vive triste a chorar Já sem cor, não mais se pinta Tá esperando ele voltar Passarinho mesmo longe quando começa a cantar Enche a flor de esperança que ele logo vai chegar Ahhhh, ah aaaahhh lalarêrêrêeee" [ Mariana Mello - Bela Flor ]

Oh!

Só. Eu só. Só sinto. E sinto-me só. Um nó. Só é. Se é. E é só.

Frios e Fios

"Arrepios ansiosos por calor não te dominariam Se ao menos uma vez, tu sentisse o descaso dos panos quando cobrem o teu apego E não fazem questão de ti Nem menos fazem parte Não sei o que afeta tanto o pudor Esses trejeitos de quem deve se retocar, ajustar Mas porque há tanto desejo é que se deve desenhar Marcas de tintas, formas e bichos tatuar Assim, desnuda-te Ultrapassa a timidez do secreto "eu" teu O leve vento dos panos que caem, pode abusar da pele de quem não se pode tocar Mas mesmo assim espera e revela-te ao notar" [Giselle Lobato - 02.03.2010]