Pular para o conteúdo principal

Postagens

"Cantando na noite, zombando do sonho de ser índio, desnudo e sem nada Contudo, eu quero o simples da vida a flor do beija-flor O pólen da margarida Eu quero a partida Contigo eu vou despetalar-me Beijar um canteiro só Desatar tudo que é nó" (Raiz do Sana - Andando na Noite) > para ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=sS8KSj0qIfE

Ciranda de Flores

"Me encontro em meio a flores, e ainda que não possa colorir meu corpo, me cubro das cores que ontem não vi Parece eloquente mas viver isso é muito mais coerente do que ouso falar E todas as vezes que deveria me perder entre estradas, me vejo na condição oposta e, que favorece o meu espírito Regozija as dívidas e dúvidas do meu pensar Não creio que eu seja exata, que sempre possa ser sensata Cometo falhas, grandes talhas Já revivi atitudes e magoei-me duplamente E não é que a carência seja um reflexo egoísta só porque me pus nesta condição mas por que é então que uma força me determina? Por que é que tem tanta gente falando demais? Preocupam-se com assuntos alheios mas não lhe agradam os rodeios tão engraçado tão pré-disposto tão indigesto! Deixa então eu acenar minhas mãos até alcançar a folha mais baixa da árvore, e mais próxima de mim Deixa eu falar e reclamar do que não quero Preciso cortejar o ego do meu nobre recordar" (Giselle Lobato - 06.02.2010)

Certa vez escrevi...

" Se o amor se rotula com presença carnal, vocabulária ou qualquer forma descrita, transcrita e não abstrata, em QUÊ transformaram o amor senão em algo que não se deve "sentir por querer" e muito menos sem nem saber o "por quê"?! Isso tudo pode justificar o meu modo divergente de amar... " [ Giselle Lobato - 05.03.2008 ] Quando falo de amor, não falo da carne, das letras e lunetas e, no próprio poema explico isso. Esse "amo" não é material. É o amor mútuo entre 2 almas livres do corpo que resolveram passear por aqui. Seja como for, amo a quem sorri com amor.

Pelo Ralo, Claro!

"Maldita sinestesia que me traz o cheiro do suor teu ao ligar o ventilador E sinto raiva de você! Lembrar do peso dos teus ossos e a textura de tuas costas perfura meu peito com um punhal aquecido Não duvido. Ouvir a tua risada me enche de mágoa e me faz duvidar de qualquer lágrima tua que possa brotar tristeza E não sinto. Consigo me amar mais.. Quanto mais longe possamos estar de nós dois, me reconheço ao espelho E como foi bom ser nua e crua, poder ser tua no que se tratava "da gente" Foi boa a verdade, gostosa saudade mas a minha vontade... Ahhhh! Apertar, morder, correr, cheirar, ligar, gritar e beber Cadê? Bater, pular, cantar e lamber.. O quê? Liberdade com prazer... Hmmm! Preguiça mesmo é a de sofrer E tudo estará claro e, pelo ralo Prometo magoá-lo, tá?!" (Giselle Lobato - 22.01.10)
"É você, meu mundo de paz, eu te quero mais, meu universo é você Sem ti é tudo vazio, é noite de frio, de olhar sem me ver O amor que existe em nós dois, agora ou depois irá renascer.. Sente em meu colo e adormeça, encoste sua cabeça Escute este peito meu, e o coração que é teu bate pra te acalentar Pode ficar à vontade que a saudade há de passar Quero te fazer carinho, teu amor é o caminho que gosto de caminhar" [Dominguinhos - É Você]

A Primeira poesia

"Eu quero sujar os cabelos de confeti mascar gomas de chiclete e 'dançarolar' pelas areias Preciso desenrolar os teus descasos, me afastar desses sapatos e arrumar todo o caso que me faz despertar Preciso me lembrar de como meu riso completa-se ao sol como os olhos são minúsculos diante da beleza Divina Arriscarei gritar pelos cantos, como é bom saborear este ar Serei louca ao me despir dos materiais, dos metais e dos carnais Mais louca ainda, sou por perseguir esse pensamento Cobrir meu rosto de vento até que o pescoço não seja mais por movimento Contas, pontas, números, sinais, medidas, destinos, bebida E por onde foi que caiu a pipa e peão? Os homens que conheço são rudes, e as mulheres? Pálidas Marias de floridos vestidos ou chinelos de plástico coloridos E foi-se o couro do touro, e a carne ao prato do extinto tamoio Penteio os cabelos pensando no novelo Por ontem algum cobriu os meus pêlos, minha pele seda e meus contornos Pernas entrelaçadas por dois destinos genuín...
é por aí.